Os dias festivos eram por hábito passados em casa da minha avó Fernanda. Mãe de 10 filhos, 12 partos, 13 nascimentos, como conta com regularidade. Com regularidade ouvia duas expressões, além de muito calão, que se entranharam nos meus ouvidos durante as partidas de Sueca. - na altura sempre que se falava em Suécia era de cartas que falávamos e não de móveis do Ikea - Uma era: "Quem está de fora racha lenha" e a outra: "Ir à missa duas vezes é pecado". Fiquemos pela última.
Há quem defenda que só se é feliz num determinado local uma vez e que a segunda vez nunca terá o mesmo sabor. Talvez pela expectativa, talvez pela referência passada, talvez, simplesmente, porque as coisas são... diferentes.
A segunda passagem de Jesualdo Ferreira por Braga faz me lembrar esses mitos do futebol de que "ir à missa duas vezes é pecado" e embora esteja na cidade dos arcebispos e até das igrejas, Jesualdo não tem tido capacidade para reunir os 'apóstolos' e por vezes até parecem 'meninos de coro'. Jesualdo Ferreira assumiu esse risco e nesta altura o treinador é como aquele Benfica de Camacho ou aquele Porto de Ivic. Há expectativa, há passado e há coisas diferentes.
O futebol é tramado dirão muitos, ao mesmo tempo que pensam que o Couceiro voltou a Setúbal e ganhou ao europeu Estoril e que o Calisto está pela terceira vez em Paços de Ferreira e empatou em Arouca. Acrescento eu que, com todo o respeito que me merecem Paços, Setúbal, a pressão de Jesualdo Ferreira é outra.
Acredito que voltarei a escrever sobre isto... há Mourinho no Chelsea e Scolari no Brasil.
Boas Pancadas!
HF

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